Da confiança à solidão: os contrastes da Geração Z

Novo estudo conduzido pela McCann Worldgroup traça perfil da Geração Z e demonstra algumas dualidades nesse público que as marcas precisam compreender

Da confiança à solidão: os contrastes da Geração Z

A sua marca tem compreendido de fato o comportamento da Geração Z? Um novo estudo realizado pela McCann Worldgroup procura traçar um perfil de atitudes e comportamentos da geração hiperconectada. A pesquisa analisou 2.500 jovens de 18 a 24 anos em 26 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e China. Os dados reforçam algumas características já conhecidas e destaca novos insights sobre os zoomers.

A confiança sobre a mudança que podem causar no mundo é um traço forte dessa geração. Em âmbito mundial, 66% dos respondentes acreditam fazer parte de um grupo que pode resolver grandes problemas globais. No Brasil, 81% dos indivíduos acreditam carregar a responsabilidade de contribuir positivamente à comunidade em que vivem.

Tal perfil confiante acompanha um grande receio: a preocupação de que a sociedade continue como está. O medo da estagnação aflige 60% dos jovens brasileiros. Em uma perspectiva global, 53% dos zoomers concordam que “a sociedade permanecer a mesma como é atualmente” é mais assustador do que “a sociedade mudando drasticamente no futuro”.

Observar as preocupações desse grupo é um recurso importantes para as marcas gerarem experiências que façam sentido. As pautas da geração importam e muito para cada um deles. Um dado mostra que 69% dos jovens no mundo estão dispostos a pagar mais por um produto se souberem que a marca oferece suporte a uma questão alinhada a seus interesses. No Brasil, o número salta para 71%.

Consciência sobre os seus

Apesar de sua atenção às questões sociais, a Geração Z ficou conhecida por um comportamento bastante excludente – a cultura do cancelamento. Se algo não agrada, é “cancelado” nas redes sociais, inclusive pessoas são canceladas. Na pesquisa, a consciência sobre tal característica fica em evidência e mostra certa divisão entre os entrevistados.

De um lado, 51% dos jovens acreditam que a cultura do cancelamento foi longe demais. Ao mesmo tempo, 49% apontam que mais pessoas precisam ser responsabilizadas. Um recorte que mostra diversidade e aponta para uma geração que já busca ponderar comportamentos.

Solidão e pressão

Considerada a geração hiperconectada, os zoomers são conhecidos pela facilidade em criar conexões sociais no ambiente online. Contudo, a pesquisa traz um dado curioso: 75% dos jovens afirmam que se sentem sozinhos com frequência e isso acontece mesmo que estejam entre amigos e família. Uma dualidade bastante sensível.

Somado às demais perspectivas, fica a pergunta – seria o excesso de informações um gatilho de fragilidade? Outra característica desvendada pelo estudo é a de que 69% dos respondentes se sentem pressionados a estar sempre ocupados. Outros 38% sentem que os problemas atuais são grandes demais para a Geração Z resolver. No fim das contas, é uma geração sensível não só ao momento social, mas as responsabilidades e expectativas que percebem em volta de si.


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