Como o Consumidor 4.0 deve se proteger no mundo phygital?

A tecnologia revolucionou os hábitos de consumo e agora, mais do que nunca, é preciso atenção à cibersegurança

Como o Consumidor 4.0 deve se proteger no mundo phydigital?

Pesquisas na internet, compras por apps instalados em smartphones, retiradas de produtos em lojas físicas, pagamentos por carteira digital hospedadas em gadgets: é inegável, a tecnologia transformou a vida e o comportamento de compra do consumidor moderno – que agora se chama consumidor 4.0 e é phygital.

O problema é que, com a tecnologia, desenvolveram-se também os crimes cibernéticos. De vírus (que não é o da covid-19) em aparelhos eletrônicos a apps espiões que assumem o controle do celular, passando, é claro, pela clonagem de contas no WhatsApp: o golpe tá aí, cai até quem não quer. E para o dia do cliente, comemorado nesta quarta-feira, 15, separamos algumas dicas para você, consumidor 4.0, poder se proteger no mundo phygital.

Quem é o consumidor 4.0?

Eu, tu, eles, nós, vós, eles. Todo mundo que tem o hábito de utilizar o suporte da tecnologia para tomar decisões de compra, tirar dúvidas, resolver problemas, se relacionar com as marcas e, é claro, para consumir, pode ser considerado um consumidor 4.0.

Nesse sentido, a principal característica deste grupo é o constante e amplo à tecnologia. O consumidor 4.0 pesquisa preços pelo computador, tira dúvidas com outros internautas, interage nas redes sociais com as marcas, utiliza plataformas de satisfação do consumidor para registrar reclamações, compra por meio de aplicativos e, inclusive, decide se querem receber o produto em casa ou se preferem retirá-lo em uma loja física.

Além disso, exige que as marcas ofereçam tratamento humanizado e personalizado, apesar de digitalizado; tenham responsabilidade social e ambiental e compartilhem de valores e pensamento alinhado com os seus.

O consumidor 4.0 é atento e criterioso. Tão criterioso, aliás, que, segundo o relatório Tendências para a Experiência do Cliente 2021, elaborada pelo Zendesk, 75% dos clientes estão dispostos a pagar mais por produtos ou serviços de empresas capazes de oferecer uma boa experiência de compra.

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Por outro lado, o consumidor 4.0 também é aquele que baixa apps em seu smartphone capazes de ‘envelhecer’ a aparência das pessoas em fotos para participar das trends do momento, que fornece dados pessoais e do cartão de crédito para comprar um produto que está em uma promoção tão boa – daquelas que dá até para desconfiar – e também aquele que abre e-mails com links para boletos de supostas cobranças ou para baixar arquivos com nomes como asfotosdafestaficaramotimas.jpg.

O brasileiro não tem um minuto de sossego

Se por um lado a tecnologia é para o consumidor 4.0 sinônimo de facilidade, por outro, pode ser sinônimo de ameaça. De acordo com o relatório O Panorama de Ameaças 2021, da Karpersky, que leva em conta os 20 malwares mais populares, o número de ciberataques no Brasil cresceu 23% nos oito primeiros meses de 2021, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram 481 milhões de tentativas de infecção, uma média de 1.395 bloqueios por minuto.

Para Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe de Pesquisa e Análise da Kaspersky na América Latina, os programas piratas lideram o ranking de problemas que abrem brecha para que os ciberataques ocorram.

“Quando analisamos os bloqueios realizados por nossas tecnologias, identificamos famílias de malware que nos permitem dizer que os internautas latino-americanos procuram as ameaças, pois são disseminadas por meio da pirataria de programas”, explica.

Outros ataques comuns são golpes usando PDF e trojans web que roubam dados de cartão de crédito. “O interessante destes ataques web é que não há infecção no computador da vítima. O código malicioso está presente na loja online ou banco, e ele efetuará o roubo enquanto o visitante digita suas informações”, explica Dmitry Bestuzhev.
E se engana quem pensa que tecnologias de dupla autenticação são suficientes para evitar golpes. Segundo a Kaspersky, já existem RATs (Remote Access Trojan) capazes de burlar os mecanismos de dupla autenticação que usam digital, reconhecimento fácil ou tokens no celular.

“Este tipo de golpe é chamado de ‘golpe da mão fantasma’, pois parece que o celular tem vida própria – os apps abrem sozinhos, mas na realidade é o cibercriminoso que está operando remotamente. Este esquema é tão efetivo que das três famílias de RAT móvel brasileiras, duas já se expandiram pela América Latina, Europa e Estados Unidos, usando operadores locais para sacar o dinheiro”, afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky na América Latina.

De acordo com ele, esse malware é capaz de, além de roubar senhas de acesso bancário, roubar senhas salvas no navegador e nas redes sociais.

“Para disseminar este malware, os cibercriminosos invadem sites com muita audiência e inserem um script malicioso. Quando um internauta acessa este site infectado, verá uma notificação falsa dizendo que o dispositivo está infectado e pedindo para executar uma limpeza. Claro que ao aceitar isso, a vítima permite a instalação do RAT – e uma vez instalado, o app fica oculto e não é possível realizar a desinstalação manualmente”, detalha Fabio Assolini.
Ataques de phishing (mensagens fraudulentas) e programas comerciais de espionagem também aparecem na lista.

Como se proteger de crimes cibernéticos

Confira a seguir 9 dicas importantes que – se seguidas – reduzem muito as chances de ser vítima de criminosos online:

Mantenha seu software e sistema operacional atualizados
Essa medida é importante para garantir que as correções mais recentes disponibilizadas pelos desenvolvedores sejam instaladas em seu equipamento. Além disso, nunca use produtos piratas. Além de ilegal, eles são supervulneráveis a ataques.

Mantenha seu antivírus atualizado
Essa dica pode parecer clichê, mas muita gente deixa passar batido. Usar um antivírus e mantê-lo sempre atualizado é uma das principais formas de evitar ataques cibernéticos.

Isso porque esse recurso permite que você detecte e elimine as ameaças antes que elas se tornem de fato um problema. E atenção: não são só os computadores que precisam de antivírus! Os celulares também.

Instale apps apenas baixados de sites oficiais
Se você precisa instalar um programa em seu computador ou um aplicativo em seu smartphone, baixe-os diretamente de lojas e sites oficiais. Nada de jogar a palavra em mecanismos de busca e clicar na primeira opção que aparecer.

Capriche na senha
Nada de 123456. Na hora de definir uma senha procure mesclar caracteres comuns e especiais, números e letras maiúsculas e minúsculas. Quanto mais fortes as senhas, menores as chances de roubo.

Não abra anexos de remetentes desconhecidos
Sabe aquele boleto que um banco que você nem tem conta te mandou? Então, é vírus. Os anexos que vêm em e-mails de spam estão na lista das principais formas de ação do cibercrime. Por isso, certifique-se de que conhece o remetente antes de abrir um anexo.

Não abra anexos nem clique em links de remetentes desconhecidos
Sabe aquele boleto que um banco que você nem tem conta te mandou? Ou então, sabe aquela promoção maravilhosa de uma geladeira frost free inverter por apenas R$ 820,00 se você clicar no link agora? Então, é vírus. Os anexos que vêm em e-mails de spam estão na lista das principais formas de ação do cibercrime. Por isso, certifique-se de que conhece o remetente antes de abrir um anexo.

Não forneça dados pessoais
Sim, para comprar produtos em sites e aplicativos é preciso fornecer dados como nome, endereço, telefone e até número e código de verificação do cartão de crédito. Mas atenção: só faça isso se você tiver certeza de que o site ou app é realmente confiável. Para isso, vale procurar informação sobre outras pessoas que já compraram desta forma.

Desconfie de ligações que pedem dados
Se receber uma ligação de uma determinada empresa – mesmo que você conheça – pedindo para que forneça seus dados pessoais, desligue o telefone. Depois, ligue para o número que consta no site oficial da empresa. Essa é a principal forma de garantir que você não está sendo vítima de um golpe.

Tenha atenção às URLs dos sites que você acessa
Ao acessar um site ou receber um link que direciona para um, verifique o endereço da URL. Cheque, inclusive, que não está faltando nenhuma letra e se elas parecem legítimas.
Muitos cibercriminosos utilizam esse recurso para enganar os consumidores.


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