Como o 5G pode melhorar a experiência do cliente

Segmento de telecomunicações pode usar as tecnologias emergentes a seu favor

Foto: ShutterStock

A partir de 2022, irá ocorrer a verdadeira transformação digital no Brasil: empresas ampliando o 5G, casas mais conectadas, novos modelos de negócios impulsionados pela conectividade, entre tantas outras inovações. Essas mudanças vão além da velocidade de navegação pela internet e ajudarão a aumentar a produtividade, criar oportunidades para a criação de novos aplicativos e gerar melhorias significativas em relação ao comportamento do consumidor.

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De acordo com Thiago Masuchette, head de produtos da Motorola, o 5G oferece aos consumidores vários benefícios, como velocidade de conexões estáveis e tão rápidas quanto a fibra óptica, o que permite a realização de videochamadas e o uso de serviços de streaming com menos interferências no sinal.

“Nos próximos anos, essa nova tecnologia vai modificar totalmente a forma com que trabalhamos, compramos e até mesmo vamos ao médico, principalmente com a implementação das redes 5G stand-alone (SA) e futuramente redes mmWave, cujas latências são ainda menores. O impacto do SA é pouco quando pensamos em smartphones, mas gigantesco quando se trata do desenvolvimento de IoT (Internet das Coisas) e Indústria 4.0”, afirma.

“O cliente, além de vantagens em estabilidade e velocidade, também vai desfrutar dos avanços tecnológicos proporcionados pelo 5G. Por exemplo, essa nova tecnologia habilita a realização de cirurgias à distância e experiências imersivas no varejo por meio das realidades virtual e aumentada”, exemplifica o profissional.

No Brasil, a tecnologia é relativamente nova. Por isso, é imperativo disponibilizar aparelhos compatíveis com essa rede que sejam acessíveis à boa parte da população. Só assim os benefícios do 5G serão disponibilizados em escala.
Lembrando que o Brasil é um país com dimensão continental, o que aumenta a dificuldade dessas implementações, mas a adesão ao 5G está muito mais rápida se comparada com qualquer outra tecnologia anteriormente implementada. Para se ter uma ideia, o número de cidades aptas a receber a tecnologia cresceu 25% em uma semana, segundo a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel).

“A Motorola já vem atuando neste sentido. Temos celulares compatíveis com o 5G não apenas em linhas premium, mas em modelos intermediários. As famílias moto g e Motorola edge ajudaram a democratizar a tecnologia, tanto que lideramos a implementação no Brasil em 2020. Agora, o objetivo é ir além: ajudar a estender os benefícios do 5G para toda a população brasileira”, reforça Thiago Masuchette.

Tendências e oportunidades potencializadas pelo 5G

Os pontos positivos que o 5G traz consigo são inúmeros e os indivíduos estão prestes a conhecê-los melhor dentro dos próximos anos. Contudo, algumas tecnologias que já são conhecidas e utilizadas nas estratégias dos grandes players do mercado tendem a ganhar força e se tornarem tendências, são elas:

● Internet of Things (IoT);
● Indústria 4.0;
● Realidade virtual;
● Realidade aumentada.

Para o head de produtos da Motorola, os setores de varejo e entretenimento serão os mais beneficiados com a alavancagem dessas ferramentas. Isso porque são tecnologias que justamente vão se aproveitar da maior velocidade e menor latência que o 5G oferece, modificando a maneira de se relacionar e de realizar as atividades do dia a dia.

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“Algumas dessas tecnologias já estão sendo implementadas pelos varejistas, principalmente em termos de atendimento ao cliente automatizado para suporte e machine learning e inteligência artificial para disponibilidade de ofertas”, comenta. O especialista conta que nos Estados Unidos e na Europa, onde o 5G foi implementado há mais tempo, muitas ações nesse sentido já estão em andamento e em fase de experimentação.

Prova disso é que o Ericsson Mobility Report estima que, em 2027, o 5G irá realizar metade das conexões móveis no mundo. O estudo prevê que, de 2021 até 2027, a base mundial de 5G terá um crescimento de quase sete vezes, passando das atuais 660 milhões para 4,4 bilhões de conexões.

Ademais, considera-se que a implementação de uma nova infraestrutura digital é crítica e custosa para sociedade. Entretanto, o esforço vai valer a pena, pois o 5G atinge um patamar no qual não apenas os consumidores finais serão beneficiados: as empresas e indústrias aproveitarão os novos recursos e aplicá-los em novas estratégias de inovação em vendas, experiências e jornada.

De acordo com isso, estudo da Bain & Company traz alguns insights interessantes tendo em vista as organizações do segmento de telecomunicações, que serão as mais afetadas:

● Operadoras podem materializar um novo marketing claim, conquistando clientes com maior potencial econômico através de um diferencial de qualidade de rede;

● Operadoras integradas com footprint FTTH/DOCSIS limitado podem alavancar o 5G como uma plataforma para expansão do seu alcance no mercado de banda larga fixa, especialmente para usuários de 100-300 Mbps, para os quais o economics do FWA é mais atrativo;

● A longo prazo, o 5G poderá permitir que operadoras ofereçam novas aplicações disruptivas. As operadoras que investirem na criação de ecossistemas para o desenvolvimento de aplicações inovadoras — combinando baixa latência, elevado número de conexões simultâneas e soluções computacionais EDGE — poderão se posicionar não apenas como jogadores em conectividade, mas como players capazes de entregar ao mercado soluções integradas, com maior valor agregado;

● Oportunidade de implantação de rede de forma mais seletiva, focada nas regiões de melhor retorno econômico potencial nos mercados B2C e B2B. A operadora pode cobrir mais rapidamente as zonas centrais de um maior número de municípios, em vez de direcionar seu CAPEX de implantação para a cobertura da mancha urbana completa de uma menor quantidade de municípios. Estratégias diferenciadas de roll out de rede, que combinem um refinado entendimento da evolução da base de clientes com possíveis escolhas tecnológicas, podem oferecer retornos superiores, fortalecendo a robustez do plano de negócios 5G.

Previsões para o futuro

A IDC Brasil estima que, nos anos 2021-2022, o 5G vai gerar US$ 2,7 bilhões em novos negócios. Segundo Luciano Saboia, gerente de consultoria e pesquisa em Telecom da companhia, o 5G ficará mais comum no segmento B2B, entregando baixa latência e alta densidade de conexões e rompendo barreiras de conectividade que restringiam a adoção de outros serviços.

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Apesar da projeção positiva, o levantamento mostra que o atraso no leilão de frequência deve fazer com que US$ 2,2 bilhões de negócios entre companhias deixem de ser gerados entre 2020 e 2022. Logo, há uma corrida contra o tempo entre as empresas para se fazerem presentes nesse novo contexto. E a largada já foi dada.


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