Brasileiro amplia uso de pagamentos digitais: 49% já o fazem via app

Pesquisa mostra o crescimento no uso de pagamentos digitais na hora de o consumidor efetuar sua compra; confira o levantamento

Foto: Pexels

O brasileiro tem aderido cada vez mais ao uso de pagamentos digitais de acordo com o estudo Pace Pulse, realizado pela FIS (NYSE: FIS) em parceria com a Ipsos. A pesquisa mostra o crescimento de diferentes métodos tecnológicos na hora de o consumidor efetuar sua compra. Um grupo de 52% dos entrevistados afirmou ter utilizado pagamentos online, 49% adquiriu sua mercadoria por meio de aplicativos e 40% optou por pagamentos sem contato em 2021.

De acordo com o  estudo, todos os percentuais subiram se comparado ao levantamento anterior. A pesquisa observou ainda a aceitação da população a outros meios de pagamentos como QR Codes (31%) e Buy Now Pay Later (13%). A mudança de hábitos do consumidor é um reflexo da disponibilidade de novas ferramentas e inovações tecnológicas do setor financeiro.

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O impacto do Pix

A chegada do Pix, pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, é um exemplo das facilidades que têm influenciado a escolha do brasileiro pelos meios digitais de pagamento. Segundo dados do BC, o volume financeiro de transações via Pix registrado no Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) foi de R$ 622,4 milhões em dezembro de 2021. O crescimento foi 451%, se comparado a janeiro do mesmo ano, quando a movimentação chegou a R$ 137,9 milhões. Já o número de pessoas físicas e jurídicas cadastradas também subiu de forma expressiva. Eram 65,4 milhões de usuários em janeiro de 2021 e fechou o ano com 117,7 milhões de cadastrados, representando 79,8% de novos usuários no sistema do Banco Central.

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Redução na utilização do dinheiro

Segundo Marcelo Góes, head de Soluções e Produtos da FIS para América Latina, essa tendência veio para ficar. “O brasileiro é naturalmente um público que adota tecnologias com agilidade. Para os meios de pagamento, acontece o mesmo, assim como podemos ver na adesão ao Pix. Por um histórico de segurança, os consumidores já estão acostumados com pagamentos sem o uso do dinheiro físico. O Pace Pulse mostrou que 47% dos brasileiros afirmam ter reduzido a utilização do dinheiro em espécie em 2021”, comenta.

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Comportamento por gerações

O estudo também analisou o comportamento do consumidor brasileiro por gerações. Em 2021, todas as faixas etárias tiveram significativa adesão por pagamentos via aplicativos e sem contato. Pessoas entre 18 e 40 anos são as mais aderentes às compras por aplicativos, sendo o método preferido por 61% dos Young Millennials (de 25 a 29 anos), 57% da geração Z (de 18 a 24 anos) e 51% dos Senior Millennials (de 30 a 40). Embora em menor proporção, os consumidores das gerações X (41 a 55 anos) e Baby Boomers (acima dos 55 anos) afirmaram pagar suas compras via app, sendo 45% e 34%, respectivamente.

O consumidor de hoje se preocupa com a conveniência, agilidade e segurança. A tecnologia e a inovação financeira vem ofertando exatamente isso

Pagamentos por aproximação

Também aumentou a preferência por pagamentos contactless, aqueles feitos por aproximação, sendo mais representativo o uso entre os Young Millennials, com 49%, seguidos das gerações Z (43%) Senior Millennials (42%), X (39%) e Baby Boomers (28%). Para Marcelo Góes, a tendência de crescimento dos pagamentos digitais no Brasil evidencia que “o consumidor de hoje se preocupa com a conveniência, agilidade e segurança. A tecnologia e a inovação financeira, como mostra o levantamento deste ano, vem ofertando exatamente isso”.

O estudo Pace Pulse é realizado há seis anos em países como Reino Unido, Estados Unidos, Índia, e há dois anos no Brasil, e traz uma fotografia real do mercado quando se fala em comportamento do consumidor e a sua relação com as instituições financeiras, novos métodos de pagamentos, além dos impactos causados pela pandemia e alguns insights daquilo que deve se consolidar no pós-pandemia. A pesquisa ouviu cerca de 2.000 adultos brasileiros de cinco diferentes gerações, entre 18 e 74 anos de idade, e traz um comparativo de comportamento do consumidor brasileiro em dois momentos: outubro de 2020 e agosto de 2021.

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