Além do preço: como monitorar sua presença no e-commerce de forma eficiente?

A competitividade nunca esteve tão em alta no e-commerce. A pandemia acelerou a entrada de novos potenciais compradores a esse ambiente. Em 2020, segundo estudo realizado pela Ebit | Nielsen, estima-se que o comércio eletrônico ganhou mais de 13 milhões de novos consumidores e segundo a Edge Retail Insights, esse aumento de usuários fez com […]

A competitividade nunca esteve tão em alta no e-commerce. A pandemia acelerou a entrada de novos potenciais compradores a esse ambiente. Em 2020, segundo estudo realizado pela Ebit | Nielsen, estima-se que o comércio eletrônico ganhou mais de 13 milhões de novos consumidores e segundo a Edge Retail Insights, esse aumento de usuários fez com que o market share do varejo online aumentasse quase 10 pontos percentuais durante os anos de maior gravidade da pandemia. Além disso, quem já era adepto da modalidade passou a fazer compras com mais frequência, muito em função das restrições de mobilidade social.

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Em 2021, já com um cenário mais flexível, foi possível perceber o fenômeno da permanência e do amadurecimento desse público, o que segue a impulsionar o segmento, que tem um CAGR para os próximos 4 anos estimado em 9,7%. Hoje se estima que haja um público de 87,7 milhões de consumidores online e, mesmo com o avanço da vacinação e a reabertura das lojas físicas, o faturamento do e-commerce cresceu 18% em comparação com 2020, por exemplo, totalizando R$181,6 bilhões em vendas.

E, como esperado, essa migração por parte do shopper também impactou a abertura de novos negócios online. Dados divulgados pelo PayPal Brasil confirmam que entre julho de 2020 e julho de 2021 mais de 288 mil novas lojas de comércio online nasceram no País. O número equivale à criação diária de 789 e-commerces. Isso significa, por um lado, a entrada de mais marcas disponíveis a um clique do público. E também que o atual contexto transversal faz com que a indústria e o varejo sejam capazes de desenvolver iniciativas omnichannel com o principal objetivo de estar mais próximos aos consumidores.

Nesse contexto, o jogo já não é mais sobre estruturar um sistema de vendas online, e sim sobre como aplicar os conceitos necessários para ajudar os consumidores a tomar as melhores decisões, criar experiências que gerem engajamento e fidelidade do shopper.

Isso passa por dois pontos principais:

1- Ter uma estratégia coerente que possa proporcionar devidamente visibilidade para as marcas independentemente do canal ao qual o shopper for exposto.

Isso não significa, no entanto, que é necessário ter os mesmos produtos e ações em todos os espaços e sim, que é preciso um conhecimento do perfil de compra do consumidor para saber qual a melhor estratégia a ser explorada. Por exemplo, no mercado de bebidas, utilizar combos em conjunto com refeições nos aplicativos de entrega, se mostrou uma estratégia vencedora para aumentar vendas e estar próximo ao consumidor que espera uma bebida gelada para ser consumida, enquanto que explorar packs e embalagens econômicas e mais volumosas em outras plataformas ajuda o consumidor a se beneficiar da comodidade do frete.

2- Ter estrutura que consiga garantir a execução do plano estratégico. E isso não está relacionado a um time numeroso ou alto investimento e sim, em ter parceiros estratégicos que possam compartilhar expertise e tecnologia suficiente para apoiar a tomada de decisão.

O conceito de trade marketing digital apesar de recente, importa boa parte da essência do trade marketing tradicional e possuem objetivos comuns uma vez que até mesmo a definição de digital e físico não se mostra efetiva já que o plano de execução das marcas devem ser pensadas em ambos ambientes. Alguns indicadores, no entanto, podem corroborar especificamente para tomadas de ação neste ambiente. Por exemplo, segundo o instituto de pesquisa Baymard, a taxa geral de abandono de carrinho é maior que 60%. E mais de 50% das páginas de produto contém erros de conteúdo. Dessa forma, é possível afirmar que garantir uma boa execução digital vai impactar positivamente na confiança do shopper na compra e consequentemente em uma melhor performance de vendas.

E-commerce

João Tavares é Gerente de Novos Negócios na Intellibrand, com experiência em trade marketing na Nestlé.

Há muito mais informações disponíveis para serem monitoradas e que geram um enorme diferencial competitivo quando são analisadas e aplicadas de maneira inteligente. O mix de produtos disponível no e-commerce é um importante ponto de partida para aumentar o volume de vendas de marcas em diversos canais digitais. O posicionamento dos produtos nas buscas dos parceiros online é crucial para alcançar mais visibilidade na gôndola online. A distribuição, atualização e otimização do conteúdo é o ponto central para gerar demanda e conversão. O monitoramento da concorrência é valiosa para os ajustes de rota. Porém, todos esses indicadores são números vazios se não forem cuidadosamente analisados e se transformar em inteligência.

Isso mostra que a tecnologia é um aliado importante para otimizar todo esse trabalho, assim como é necessário contar com pessoas experientes e capacitadas para promover as análises que geram insights ricos e execução dos planos. O ganho dessa prática completa de monitoramento está não apenas em um aumento substancial nas vendas nos canais digitais como também em uma maior maturidade na relação entre varejo, indústria, marcas e consumidores.

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*Por João Tavares é Gerente de Novos Negócios na Intellibrand, com experiência em trade marketing na Nestlé.


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