Entender a Geração Z também é saber que um a cada três deles não conhecem os Beatles

Como formular um planejamento para uma geração que mal conhece os clássicos do rock?

Foto: Consumidor Moderno

É verdade: todo mundo quer, de alguma forma, conquistar a Geração Z. Os tais “tiktokers”, que têm virado as empresas de ponta-cabeça com suas preferências e comportamentos enquanto consumidores, têm um poder de comunicação acima da média. Ou seja, quando não gostam do posicionamento de determinadas marcas, não pensam duas vezes em colocar sua indignação nas redes sociais — e influenciam outros consumidores com suas opiniões.

Por causa desse tipo de comportamento, um dos pontos-chave para atender bem a tão diferente Geração Z não é somente se conectar com eles pelas mesmas redes. Em outras palavras: não adianta criar um produto um pouco mais sustentável, apresentá-lo no TikTok e esperar a garantia do sucesso.

Para de fato conquistá-los, é preciso planejar uma estratégia que seja, de alguma forma, pensada apenas para eles. E isso significa entender que esses jovens na verdade são muito (muito mesmo) diferentes das demais gerações do que se pensa. Para se ter ideia, boa parte deles sequer sabe quem são os Beatles.

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Uma conexão de marca a partir de uma cultura completamente nova (e quase nada nostálgica)

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Fonte: Roberts Radio / Foto: Consumidor Moderno

Está aí uma boa prova para entender que os Millennials e a Geração Z, a bem da verdade, não são tão parecidos quanto se imagina para alocá-los em um único grupo. Afinal, é quase impossível garantir que alguém nascido entre os anos 80 e 90 não conheça alguns clássicos da música mundial — como Beatles, U2, Elvis Presley e Whitney Houston —, mas entre a Geração Z, essa dinâmica muda bastante.

Um estudo encomendado pela britânica Roberts Radio mostra que, em geral, um a cada três pessoas dessa geração não sabe quem são os Beatles. E duas a cada três sequer não conhecem o U2. Bandas como os Beach Boys e Bee Gees também entram para a lista de “desconhecidas”, assim como outros grandes clássicos da música, como Phill Collins e Blondie.

Até mesmo a banda Queen, que ganhou um filme dedicado a ela nos últimos cinco anos, é um pouco “desconhecida” para esse público. Apenas 67% dos jovens a conhecia e, em boa parte, devido aos “mashups” do próprio TikTok. O mesmo ocorre para David Bowie (54%) e Pink Floyd (52%). A artista mais desconhecida, aponta o relatório, foi Aretha Franklin (40%).

Leia mais: 3 maneiras de conquistar os consumidores da geração Z

Você ouviria uma música mais velha do que sua data de nascimento?

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O motivo desse “desconhecimento”, pasme, não é por falta de informação. Na verdade, um terço dos entrevistados dessa geração afirma que não tem interesse em ouvir uma música que seja mais velha do que eles.

“Mais de um terço da Geração Z nos disse que não ouviria uma música se fosse lançada antes de eles nascerem. Essa é uma biblioteca inteira de clássicos lançados antes de 2000 que a geração mais jovem pode estar perdendo”, afirmam os realizadores da pesquisa.

Vale destacar que pelo menos 34% das respostas da Geração Z também afirmaram que as músicas e artistas antigos são chatos. E essa consideração, importante acrescentar, é mais comum entre os homens (21%) do que entre as mulheres (11%).

“Se cada geração continuar a perder a familiaridade com esses trabalhos nessa média, pode haver um cenário nas próximas três gerações em que elas não terão fãs jovens”, explicam os pesquisadores.

Ao todo, a pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas para análise no Reino Unido.

Leia mais: Quem compra mais com base em recomendações: geração Z ou millennials?

E o que isso tema ver com o atendimento que minha marca dá à Geração Z?

Bem, se essa pergunta ainda ficou na sua mente, a resposta para ela é bem simples. Uma vez que se entende quais são as motivações do comportamento dessa geração, fica ainda mais fácil criar planejamentos mais alinhados com suas vontades e interesses.

É sempre bom lembrar: nesse mar de concorrência chamado e-commerce, sobretudo em um momento no qual o consumidor mais jovem é cada vez menos fiel às marcas, sai na frente quem se posiciona melhor.

Leia mais: Jornada de consumo, Geração Z e o fim do encantamento

E, apesar de ser meio “ovelha negra” entre gerações, se tem algo que a Geração Z faz muito bem é influenciar seus companheiros a comprar de marcas que eles valorizam — e entenda por “companheiros” toda a comunidade dessa geração. Transparência e autenticidade são valores muito importantes para esse público, tanto para o mal quanto para o bem.

Em resumo, com eles, a melhor estratégia de marketing é promover um produto e um posicionamento que seja bem comentado. E o resto, pode deixar que eles mesmos fazem — a ver pelas tendências e produtos que eles próprios promoveram no próprio TikTok, não é?


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