13 setores que vão sofrer transformações com o metaverso

As grandes marcas já estão de olho nesse universo em expansão, veja o motivo

Tempo de leitura: 6 minutos

29 de junho de 2022

Foto: Shutterstock

A forma como o metaverso será, ainda é incerta, mas entender como os consumidores irão gastar seu dinheiro e utilizar sua identidade virtual é algo que as marcas estão tentando prever, já que o segmento tem potencial de atingir novos objetivos e gerar oportunidades de negócio. Tudo que vemos hoje passará por uma transformação, a moda, os bancos e até a indústria não estarão a salvo da digitalização que está por vir.

Podemos explicar o metaverso como uma tecnologia que está sendo desenvolvida, em que uma rede de mundos digitais fará parte do nosso dia a dia, criando uma nova realidade. Com foco nas interações sociais, será possível diminuir distâncias, trabalhar de onde quiser e até criar uma vida nova através de óculos de realidade aumentada.

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Metaverso Fashion – O tênis da moda que não existe

O mundo da moda movimenta milhões de dólares todos os anos, o que o torna extremamente valioso em uma realidade virtual. Como opção de expansão para marcas, o metaverso torna possível desfiles virtuais, vendas digitais, NFTs e muito mais alterativas que possam conectar esse multimilionário mercado com as novas gerações.

Leia mais: NFTs: entenda o perfil dos compradores de tokens não fungíveis

O ambiente online também é um ótimo local de testes para marcas experimentarem novos produtos e tendências, evitando custos de fabricação, tendo resposta quase que instantânea de seus consumidores. Marcas podem criar réplicas digitais e vender online, ou criar a experiência de compra no mundo real, em que o consumidor recebe o mesmo produto no metaverso.

Empresas como a Gucci, Nike, Adidas, já vendem NFTs, tênis, e criam coleções exclusivas para o ambiente online, criando um clube exclusivo de produtos que não existem, disponíveis apenas para o mundo virtual.

Vendas no varejo – Comprar, comprar e comprar

Segundo a plataforma CB Insights, o mercado varejista nos EUA era de US$ 6,6T em 2021, já o comércio eletrônico representou cerca de 20% de todas as vendas globais no varejo em 2021.

Para a plataforma, o metaverso poderá ser usado para vender itens reais, através das plataformas digitais, onde os consumidores poderiam procurar itens em lojas virtuais que refletissem o tamanho, a forma e até mesmo a textura de um produto no mundo real, ao invés das fotos que temos hoje em dia. Outro ponto é a possibilidade de expandir o comércio eletrônico vendendo produtos que só existem no metaverso, evitando estoques e manutenção na vida real.

Exemplos de shoppings digitais já estão sendo criados, com vitrines de produtos que permitem que a pessoa utilize em seu avatar ou teste para vida real!

O mundo dos jogos pode ser mais legal do que você imagina

As oportunidades para os games são infinitas. Já acostumados com a imersão dos jogos, o metaverso vem para complementar a experiência de cada usuário, através dos óculos de realidade aumentada.

A famosa roupinha do seu personagem também ganha força. Em um jogo de skate, será possível ir à loja, escolher seu tênis e personalizar seu shape, no futebol, comprar uma nova chuteira e até driblar jogadores reais.

O jeito como vemos o esporte

A pandemia do coronavírus mostrou quanto o esporte depende de eventos ao vivo para acontecer. As principais ligas do mundo tiveram seu funcionamento cancelado, desde a NBA, Champions League, Fórmula 1, entre outros.

Como resultado, a indústria esportiva teve que se mexer. O Australian Open 2022, teve em sua divulgação, uma réplica das quadras no metaverso, onde fãs do mundo todo participavam através da realidade aumentada de desafios pelas quadras.

O metaverso aliado a realidade virtual, muda o jeito como consumimos o esporte, é possível estar na plateia vibrando com milhares de pessoas do mundo todo em estádios virtuais. Além disso será possível comprar itens direto do metaverso, utilizando NFTs e criptomoedas.

Já pensou em ir para academia sem sair de casa? No mundo metaverso será possível

A pandemia também trouxe efeitos para as academias, que tiveram que fechar as portas. Porém, as aulas online bombaram e trouxeram uma nova forma de se exercitar para os alunos e para profissionais da área que estavam sem trabalhar. A motivação de estar em um grupo não é a mesma de estar presencialmente em uma academia, mas a conveniência de estar em casa pode ajudar.

O metaverso pode, com alguns equipamentos, te colocar nas principais academias, circuitos de corrida e bicicleta do mundo, onde seu avatar interage e participa com outras pessoas, com tabelas de pontuação, destaques e monitoramento individual.

Além disso, o exercício online pode ser uma forma de quebrar barreiras e preconceitos, onde é possível se sentir à vontade para realizar sua atividade sem julgamentos.

Que tal morar ao lado de seu ídolo?

Comprar um terreno virtual pode ser considerado um verdadeiro investimento. Em novembro de 2021, uma imobiliária virtual fez um investimento de 2,4 milhões de dólares em pedaços de terra no metaverso, onde pretendem criar casas, comércio e até realizar eventos. Depois disso, alguns famosos começaram a participar, e um investidor anônimo, pagou 450 mil dólares para “morar” ao lado do famoso rapper norte americano, Snoop Dogg.

Leia mais: O que muda para o mercado imobiliário com a chegada do metaverso?

Empresas de arquitetura já oferecem seus serviços no metaverso, criando projetos de design de interiores, em que a imaginação é o limite.

Serviços financeiros

As transformações causadas pela pandemia do Covid-19 parecem não ter fim. Outro setor altamente atingido foi o de serviços financeiros, nos quais a digitalização foi forçada a acontecer.

Contas virtuais em bancos tradicionais, bancos totalmente online, criptomoedas, tudo se conecta nesse novo ambiente, criando a chance das grandes empresas encontrarem potenciais clientes e desenvolver um pensamento financeiro nas futuras gerações que se interessam cada vez mais pelo tema.

Segurança digital

Todas essas inovações serão ótimas e certamente mudarão a forma como nos organizamos. Porém, sem alguma forma de segurança no metaverso, tudo isso entra em uma zona perigosa, onde colocar dinheiro e apostar nesse futuro fica ainda mais complicado.

Formas de combater os “hackers” já estão sendo desenvolvidas, pensadas em acabar com as senhas, aumentando as camadas de verificação, como por exemplo, o face ID da Apple, em que o usuário só se conectaria em sua conta no metaverso com o reconhecimento fácil.

Além disso, a segurança dos dados que envolvem esse novo meio também é algo a ser estudado, já que nossa digital, rostos, voz, movimento dos olhos serão acessíveis por outros usuários.

Conforme o metaverso avance, podemos esperar um local seguro e mais desenvolvido do que vemos hoje.

Publicidade e propaganda

Inovações e melhoras para todos a parte, o metaverso praticamente reinventa a forma como as empresas realizam suas ações de marketing. Com novos canais e dados infinitos, as grandes redes terão acesso ao comportamento exato de cada consumidor.

Através de influenciadores virtuais, as marcas poderão interagir com milhares de pessoas, 24 horas por dia, e com a garantia de não serem cancelados ou algo que possa manchar a imagem da marca. A imersão será tão grande que não saberemos quem existe de verdade e quem é um robô.

Trabalho remoto pode ganhar força

De acordo com a pesquisa da empresa Gallup, promovida pela CB Insights, 45% dos trabalhadores norte-americanos trabalharam remotamente. Apesar da resistência de algumas empresas, o trabalho remoto veio para ficar, já que o modelo híbrido atende tanto as expectativas dos chefes quanto dos funcionários.

Leia mais: Metaverso corporativo e o futuro do trabalho remoto

Reuniões online poderão ser feitas através dos óculos de VR. A equipe estará em uma sala virtual onde todos poderão se ver e socializar, enriquecendo as discussões.

Além dos livros

Os desafios enfrentados por educadores durante o Covid-19 foram inúmeros. O ensino a distância funcionou para alguns e atrasou outros, mas ficou claro o potencial que o metaverso pode causar. O livro dá lugar ao imersivo levando a educação a lugares “reais”, como uma visita a marte para entender melhor uma célula ou até os planetas.

Nos Estados Unidos, escolas já permitem que alunos participem das aulas através de salas online, um ambiente de compartilhamento e aprendizado.

O metaverso promete eventos mais acessíveis e tranquilos, seja um show de um músico internacional ou até reunião de negócios, e até horário eleitoral poderemos ver por lá.

Chega de fila para entrar, no banheiro e ser amassado pela multidão. No futuro, você terá show com seus artistas favoritos direto de sua casa, curtindo com seus amigos igual na vida real.

A ideia dos organizadores é reunir os principais nomes da música em eventos com ingresso mais barato, com capacidade ilimitada, onde os fãs poderão escolher a próxima música e comprar merchandising de seus artistas.

O vereador na TV também tem chance de diminuir, já que será possível conversar com o avatar de cada candidato, entender suas ideias e conhecer novas propostas,

Conheça o Mundo do CX 

Quem cuida de tudo isso?

Se de fato as propostas citadas se tornarem realidade, o metaverso irá enfrentar uma série de novos problemas. A internet já se mostrou que não é mais “terra de ninguém” e problemas reais poderão se tornar digitais.

Com casas e lojas, como ficam os impostos? Quem será punido por roubar algo ou até ferir a liberdade individual de uma pessoa? Podemos usar leis reais no mundo digital?

São as novas perguntas e novos problemas que teremos que enfrentar. A globalização e o avanço pedem passagem, mas não antes de trazer antigos problemas.

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