Como as pessoas percebem seu relacionamento com a tecnologia?

Material publicado pelo Think With Google UK revela que usuários de apps e de smartphones em geral estão cada vez mais preocupados com se sentir bem e mudam de comportamento de consumo para isso

A medida que os aplicativos se tornam cada vez mais parte integrante das atividades do dia-a-dia, como pedir comida, pagar uma conta no banco, descobrir o melhor caminho para chegar a um lugar ou enviar uma simples mensagem ao amigo e descobrir como estará o tempo amanhã, fica também mais necessário avaliar seu impacto em nossa vida.

Por isso, os pesquisadores do Think With Google no Reino Unido foram entrevistar 9 mil pessoas, em seis países, para entender melhor como elas estão se relacionando com os apps, em uma nova métrica chamada de BEM-ESTAR DIGITAL.

A ideia é descobrir se as telas, dispositivos novos, apps que não param de surgir, estão nos ajudando mais a chegar onde queremos ou a alcançar nossas potencialidades – ou se, na verdade, estão nos atrapalhando, como uma pedra no meio do caminho.

No geral, a pesquisa mostra que as pessoas têm uma percepção neutra sobre o impacto da tecnologia em seu bem-estar. Mas ao aprofundar um pouco os tópicos, os resultados mostram as seguintes descobertas:

1.  BUSCA POR BEM-ESTAR DIGITAL

Os dados mostram que 1 em cada 4 pessoas mudou alguns comportamentos em busca de maior bem-estar digital nos últimos meses. Ou seja, o tema está chegando em ondas e tende a ficar mais em alta;

2. SE BLINDAR É PRECISO!

Entre as principais mudanças de comportamento em busca desse “se sentir melhor” estão deletar certos aplicativos do smartphone (para evitar a checagem todo o tempo); mudar as configurações para receber menos notificações; reduzir o tempo gasto em certos aplicativos (alô, Facebook e Instagram).

3. IMPACTO POSITIVO

4 em 5 pessoas que fizeram essas modificações na maneira como se relacionam com os apps sentiram impacto positivo em seu próprio bem-estar. Para aquelas que não tiveram a mesma sensação a razão mais comum foi a de que não conseguiram dar continuidade para a mudança de comportamento – e então voltaram ao modo inicial.

4. PERCEPÇÃO INDIVIDUAL

Uma das principais respostas dadas pela pesquisa é a de que a interatividade das pessoas com a tecnologia não pode ser dividida apenas de forma positiva ou negativa. A percepção das pessoas é altamente subjetiva, individual e depende do contexto em que estão inseridas.

5. HORA DE PENSAR!

À medida que o termo “bem-estar digital” ganha força, as pessoas começam a examinar melhor sua relação com a tecnologia e os aplicativos. É um comportamento em mudança. Por isso mesmo, o relatório indica para as marcas pensarem e repensarem bem que tipo de comunicação estão passando. “Para que seu aplicativo não acabe no lixo de alguém ou que seus serviços cheguem à lista de ‘gastar menos tempo fazendo’, teste a pressão de cada uma das experiências digitais de sua marca por meio dessas lentes”, reforça a pesquisa.


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