Os assistentes de voz já fazem parte da vida e do cotidiano do brasileiro

Os consumidores já foram conquistados pelos assistentes de voz. Os dados comprovam esse encanto e revelam quem é o preferido dos clientes

Você já tem hábito de usar assistentes de voz, como Alexa e Siri, no seu dia a dia? Os dados mostram que o uso dessas tecnologias é cada dia mais comum no Brasil. De acordo com uma pesquisa da consultoria de data science Ilumeo, o uso de dispositivos com comandos de voz aumentou 47% entre os brasileiros durante a pandemia. O levantamento mostrou ainda que 52% dos entrevistados percebem um valor agregado a aparelhos que disponibilizam esse tipo de tecnologia e até estariam dispostos a pagar mais por ela.

Embora a tecnologia esteja presente em diversos dispositivos e seja disponibilizada por várias empresas, o brasileiro tem associado o serviço mais ao Google do que às outras marcas, segundo a Ilumeo. Um estudo da Kantar em parceria com o Google, mostra que 37% dos brasileiros usam o assistente de voz do Google pelo menos três vezes por semana, sendo que o país é o terceiro do mundo com mais usuários ativos do sistema. Outro dado importante da pesquisa é o fato de o consumidor já estar acostumado com a chamada “voice experience”. Para 63% deles, dar comandos verbalmente para um sistema é um ato comum e não chama mais atenção.

Assistentes de voz no dia a dia

Os aparelhos de celular foram os grandes responsáveis pela introdução do hábito dos brasileiros de falar com as assistentes de voz. E a Siri, sistema lançado pela Apple em 2011, não foi a única responsável. O WhatsApp, aplicativo instalado em 99% dos celulares no Brasil e utilizado por mais de 120 milhões de pessoas diariamente, é a ferramenta que mostrou ao brasileiro como mandar uma mensagem de áudio apertando apenas um botão. O hábito mudou a maneira como as pessoas conversam e reduziu drasticamente o uso da ligação telefônica tradicional.

Os antigos GPS fizeram o papel inverso: mostraram que um programa podia falar com o usuário e dar informações em tempo real. Daí a começar a usar uma assistente de voz como o personagem principal do filme Her, de 2013, se tornou uma questão de tempo. Hoje, praticamente todo brasileiro carrega no bolso um smartphone com algum sistema que recebe comandos de voz. Segundo o levantamento da Ilumeo 48% das pessoas usam a tecnologia semanalmente.

Empresas investem cada vez mais

Depois da Siri, todas as grandes empresas de tecnologia desenvolveram e lançaram suas próprias assistentes de voz. A Microsoft apresentou a Cortana em abril de 2014, a Amazon lançou a Alexa em novembro daquele ano e o Google introduziu o Assistente em 2018.

Atualmente, todas desenvolvem produtos que nascem com funções que podem ser controladas por voz. A Amazon se destaca por inundar o mercado com diversos modelos de alto-falantes (os Echo) que acessam a Alexa e permitem uma interação com o usuário 24 horas por dia. Durante a última Black Friday, o modelo mais simples do dispositivo estava sendo vendido pelo preço promocional de R$ 189,00.

Indústria automobilística

Indo além dos assistentes de voz em celulares ou alto-falantes, as fabricantes de veículos têm se envolvido com o uso desses recursos. A Hyundai, por exemplo, possui um sistema que se conecta ao smartphone do usuário e é compatível com os aplicativos da Apple, Google Android e OnCar, permitindo que o motorista realize várias operações por voz sem tirar as mãos do volante. O mesmo acontece com modelos da Chevrolet.

Mais maduro, o mercado norte-americano aponta alguns caminhos que devem ser trilhados também por aqui. De acordo com o portal Statista, 51% dos americanos usam assistentes de voz no smartphone, 24% nas TVs e 23% nos carros e a tendência é de aumento. A estimativa é que, em 2021, existam 132 milhões de usuários de sistemas de voz no país.

E eles estão gastando! Antes da pandemia, um em cada dez consumidores americanos já fazia compras por voz apontava o levantamento How We Will Pay feito pela PYMNTS e a Visa.

Assistentes de voz ajudam empresas a vender

Não restam dúvidas que as assistentes de voz em breve estarão conectadas a todos os dispositivos das residências e permitirão, de modo rápido, que os usuários realizem de operações simples – como orientar um aparelho a acender a luz – até transações financeiras. E não é preciso ser uma empresa do ramo da tecnologia para aproveitar os benefícios do serviço. Em outubro, a Natura lançou uma ferramenta de comércio por voz em parceria com o Google Assistente que permite que o consumidor busque produtos, coloque-os no carrinho e finaliza a compra. E tudo começa com um simples comando para falar com a empresa.

Não existe um segmento que não possa utilizar esse sistema ou outro similar. Desde 2019 o iFood, através de uma parceria com a Amazon, aceita pedidos e realiza o delivery de alimentos por comando de voz. A empresa foi uma das que cresceu durante a pandemia, tendo divulgado em agosto de 2020 que atingiu a marca de 39 milhões de pedidos ao mês no período.

Atendimento pode ser tão bom quanto o humano

Além de vender é possível pensar no uso da tecnologia para o atendimento dos consumidores com mais agilidade ao invés de deixá-los esperando em chats de texto ou no telefone.

A B2W, empresa que controla os sites Americanas.com, Submarino e Shoptime, adotou uma plataforma que constrói interfaces de conversação para permitir que seu assistente virtual interaja criando uma comunicação com o cliente de forma natural.

Quando foram lançadas, as assistentes de voz ainda tinham muitas falhas de pronúncia e entendimento do que era dito pelo usuário. Isso melhorou consideravelmente nos últimos anos a ponto de alguns sistemas fazerem piadas ou criaram músicas quando solicitados.
A humanização da inteligência artificial por trás das assistentes é um desafio para as empresas de tecnologia, mas eles estão vencendo essa batalha.


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