Saúde emocional: peça-chave para viver melhor em tempos de coronavírus

Psicoterapeuta explica porque pessoas em pânico tem mais chances de pegar o vírus. Veja também como o medo impactou a procura por itens de higiene no Brasil

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Na mesma proporção que o novo coronavírus (Covid-19) avança pelo Brasil e pelo mundo, o pânico toma conta da mente de muitas pessoas. Nesse momento é importante ficar informado, mas tão importante quanto, é dosar a quantidade e a qualidade de conteúdos positivos e negativos que recebemos sobre o assunto.

A constante atualização de notícias nos veículos de comunicação, redes sociais e Whatsapp, por vezes acaba gerando incertezas, insegurança, medo, estresse e ansiedade.

Ansiedade essa que leva a uma mudança de comportamento do consumidor. Para se ter ideia, a Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) estima que a procura por máscaras cirúrgicas no país cresceu 569% desde a chegada do Covid-19. Na China, o desespero foi tanto que as pessoas começaram a improvisar máscaras com sacolas plásticas e galões de água.

Outros itens que tiveram um aumento vertiginoso de procura no Brasil, segundo a MindMiners, foram o álcool em gel (83%), sabonetes líquidos (56%) e desinfetantes (45%).

Para evitar situações mais caóticas como nos EUA e na Europa, onde há registros de pessoas esvaziando prateleiras inteiras de supermercados, esse se torna um momento crucial para manter a saúde, especialmente a emocional, em ordem, uma vez que ela também está diretamente ligada à saúde física.

Pollyanna Esteves, psicoterapeuta especializada em traumas, afirma que uma das maneiras que ajuda a evitar que o coronavírus atinja nosso corpo, por exemplo, é o fortalecimento do sistema imunológico.

“A saúde física depende da saúde mental, nossos pensamentos criam sentimentos que geram hormônios e substâncias que circulam no corpo através da corrente sanguínea. Se tenho sentimentos de estresse, medo e pânico meu corpo libera o cortisol, que é o hormônio do estresse e isso reduz a imunidade deixando as pessoas mais suscetível as doenças. Já sentimentos positivos, liberam hormônios como dopamina, serotonina, ocitocina que aumentam a imunidade”, explica.

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Portanto, pessoas que estão em histeria, com medo e estressadas têm muito mais chances de pegar o vírus devido à queda imunológica. “Nesse momento, não devemos entrar em pânico. Devemos manter o pensamento positivo, a gratidão, e fazer nossa parte sem ignorar o que está acontecendo”, complementa Pollyanna.

Assim, a receita para viver melhor e ter mais qualidade de vida em tempos de coronavírus e quarentena é manter a calma e acompanhar os desdobramentos e novas descobertas, sempre tendo em mente que o ideal é trocar o pânico pela possibilidade de aprender e sair mais forte diante da situação.


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