Veja as tendências mais valorizadas pelos consumidores para 2021. Spoiler: a frugalidade já está ativa entre os Millennials

Em um universo extremamente mutável, como acompanhar as novas tendências de consumo? E que valores são priorizados a cada momento? Veja no estudo da WGSN

Imagem Leone Venter Unsplash

O mercado está cada vez mais digitalizado, com estratégias de empresas voltadas à experiência do cliente e foco na sua jornada completa de consumo, desde a prospecção , estruturação de uma ideologia brand-loving e gestão do cuidado pós-vendas. Em um universo extremamente mutável e transformador, como acompanhar as novas tendências de consumo? Que valores são priorizados a cada momento e como antever as futuras tendências para oferecê-las ao consumidor no tempo correto?

Esses temas foram debatidos no painel do Whow! Festival de Inovação 2020: “Trend Session: Mudança de Valores. Os Principais Sentimentos E Tendências de Consumo”, realizado por Luiz Arruda, head do WGSN Mindset na WGSN.

Conheça cinco próximas tendências para o mercado global apontadas pelo especialista.

1. Longevidade 

Questões ligadas à sustentabilidade e ao panorama econômico atual fazem com que o consumidor busque, cada vez mais, pelo caráter de longevidade nos produtos e nas marcas que consome.

Isso não está ligado apenas à ideia de um produto duradouro, mas também que seja oferecido a um valor justo, que seja ligado à linhas de produção sustentáveis e com um caráter híbrido e multifuncional.

2. Olhar holístico sobre o bem estar

A pandemia trouxe uma nova visão sobre o bem-estar da população, e as preocupações com a saúde física e mental nunca estiveram tão altas.  “Hoje se exercita muito a ideia de compaixão e da valorização da saúde mental: há no mercado uma tendência de se promover o bem-estar”, afirma Arruda.

Estratégias de comunicação a serem adotadas por empresas podem incluir desde temáticas voltadas a reforços imunológicos — a imunidade, na pandemia, se tornou uma tendência. Produtos com propriedades antivirais e probióticos cativam o consumidor — até o autocuidado hi-tech, e aqui se fala-se desde cosméticos e tratamentos que possam ser usados pelo cliente em casa até o aumento da telemedicina. Para se ter uma ideia, a pesquisa pelo termo “cuidados em casa” dispararam 332% em abril de 2020, de acordo com o head d0 WGSN Mindset.

3. Luta contra a solidão

Ainda na tendência de valorização da saúde, Luiz salienta a importância da luta contra a solidão: “Por conta das conexões virtuais, muitas pessoas conseguiram driblar a sensação de solidão. Um exemplo super interessante é o que aconteceu com a indústria de games: plataformas de streaming e a venda de jogos tiveram um boom exponencial na pandemia por oferecerem uma válvula de escape e unem muitas pessoas que estão sozinhas.”

Promover conexões virtuais significa, também, promover experiências ao consumidor, aulas virtuais, assistências técnicas online, etc. Tudo isso surge como uma solução à sensação de solidão que foi imposta por conta do isolamento social durante 2020.

A luta contra a este estado também está ligada a fazer com que o consumidor se sinta parte da empresa — e não somente no momento da compra de produtos. “Não se cria para as pessoas, se cria com as pessoas,”, diz Arruda.

4. Busca pela verdade

A busca pela verdade está relacionada ao estabelecimento de uma relação de confiança com o consumidor. Isso exige que as estratégias de comunicação passem por uma checagem de fatos e entrem em uma luta contra a desinformação.

É necessário que se promova conversas abertas e honestas acerca da cadeira de produção e a responsabilidade corporativa das empresas. Além disso, essa comunicação aberta agrega uma visão de valor e de fidelidade para as marcas.

5. Foco em ambientes seguros

O cliente também busca se sentir seguro. O executivo apresenta o conceito de “santuário” que emergiu durante a quarentena: “Quando o consumidor se sente inseguro — como nesse momento de pandemia — ele procura por uma espécie de santuário: alguma maneira para transformar sua casa em um refúgio, um local seguro e que represente proteção acima de tudo. Conforme ele volta a frequentar locais públicos, estende essa busca para fora do próprio lar: na casa de amigos, em restaurantes, etc.”

A partir daí, deve-se implementar uma estratégia que ofereça acolhimento e conforto ao usuário final. Além disso, surge uma tendência de foco no universo doméstico. “Agora o consumidor busca que sua casa seja multifuncional o suficiente para que consiga, caso queira, realizar a totalidade de sua vida em segurança. A casa do futuro deve ser híbrida o suficiente para atender todas as suas demandas”, destaca.

A consultoria WGSN também desenvolveu um estudo, em junho deste ano, onde aborda os comportamentos dos consumidores no que é chamada de “Economia Frugal”.

Segundo dados do World Economic Outlook do Fundo Monetário Internacional (IMF), a pandemia desencadeou uma crise econômica que projeta ter uma recessão global de -3%. E por conta disso, os consumidores estão se adaptando à mentalidade de corte de gastos. “Como as gerações mais novas são as mais afetadas, elas estão aprendendo a ser mais responsáveis nanceiramente e resilientes que antes. Encarando um futuro incerto, eles estão usando suas economias para ter estabilidade a longo prazo. Essa mentalidade econômica entre gerações mais jovens pode continuar mesmo depois que a economia melhore novamente”, aponta o estudo da consultoria.

Mas quais são as implicações deste panorama? Os Millennials, principalmente, estão se adaptando a um estilo de vida mais simples, o que levou a discussão sobre 4 dias de trabalho e renda básica universal em fóruns de discussão na Internet, como Reddit, de acordo com o estudo.


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