Sobre 2022: O impacto dos influenciadores continua a crescer

Os investimentos em marketing de influência continuam a subir, um sinal de que as organizações estão compreendendo melhor o consumidor

Tempo de leitura: 5 minutos

21 de julho de 2022

Foto; Pexels

Independentemente do modelo de negócio da empresa, se ela vende para o consumidor final (B2C) ou para empresas (B2B), é fundamental que o empresário compreenda o principal fator que gera uma relação de confiança entre a marca e o consumidor: a relação humana.

Mesmo quando vendemos para uma empresa, estamos nos relacionando com as pessoas que trabalham nela. Quando estamos entregando a solução, idem.

Por conta disso, é essencial compreendermos as predileções do público. A que gostaria de trazer hoje é a seguinte: gente gosta de gente.

Traduzindo isso para o âmbito das redes sociais, os usuários preferem interagir mais com contas pessoais a contas institucionais. Empresas são menos calorosas, menos olho no olho, limitando a genuinidade e a profundidade do relacionamento com o consumidor.

O influenciador, com sua linguagem próxima do público-alvo, em especial os micro, conseguem fazer essa comunicação soar mais como uma conversa, uma interação dentro do âmbito pessoal, e muitos deles já demonstraram saber empregar essa característica de forma estratégica para as marcas.

Assine a nossa newsletter e fique atualizado sobre as principais notícias da experiência do cliente

A evolução do mercado de influenciadores ao redor do mundo

De acordo com uma pesquisa da Influencer Marketing Hub realizada em 2022, o investimento em marketing de influência cresceu 711% de 2016 para 2021, tendo saltado de de US$ 1,7 bilhão para US$ 13,8 bilhões no respectivo período.

A pesquisa também estimou um crescimento de 18,8% de 2021 para 2022, potencialmente atingindo US$ 16,4 bilhões neste último ano citado, o que evidencia mudanças importantes e que devem ser analisadas com cautela em sua gestão de marketing.

impacto dos influenciadores

Na prática, 66% das marcas pesquisadas dizem ter investido mais em marketing em 2021 em relação a 2020, além de várias delas terem aumentado o número de profissionais dedicados a impulsionar essa estratégia, de acordo com estudo conduzido em 2022.

Porém, mais importante do que entender o comportamento das empresas é o motivo pelo qual o progresso nessa área vem acontecendo e entender o contexto específico no Brasil.

De acordo com o estudo Statista Global Consumer Survey, realizado em 2022, o Brasil lidera o ranking mundial de percentual de pessoas que realizaram uma compra por conta da influência de alguma celebridade ou influencer.

A sensibilidade do consumidor brasileiro, que já era alta em 2019, cresceu nos últimos anos e representa quase 50% dos respondentes.

Aliás, vamos lembrar que o Brasil é o país que possui a quarta maior média diária de consumo de rede social por dia, com cerca de 3 horas e 47 minutos diários (fonte: April Global Statshot Report 2022). Por isso, os influenciadores são uma oportunidade ainda mais clara no nosso país.

Cases práticos que mostram que o no mercado de influência brasileiro está em alta

A própria mídia tradicional se rendeu: o Big Brother Brasil está aí como exemplo

impacto dos influenciadores

(Crédito: Bruna Castanheira via Divulgação Instagram Juliette Freire)

O BBB é uma importante fonte de receita para a Globo via publicidade de grandes marcas, mas vinha em queda depois de diversos anos consecutivos até que, em 2020, a Globo teve a excelente ideia de mesclar o programa com a participação de influenciadores.

A iniciativa claramente catapultou os resultados do projeto, que é o maior reality show do Brasil, reacendendo todo o seu potencial ao trazer celebridades e influenciadores para a casa.

Assim, a iniciativa não só trouxe nova audiência, como também criou permitiu o surgimento de novos mega influenciadores, como Juliette Freire que, em 2021, tornou-se um fenômeno e teve associação e produtos junto a marcas como a Avon.

Leia mais: Como consome a Juliette, vencedora do BBB21?

O que permitiu isso não foi só o programa em si, mas a fórmula de articular o programa da TV, a autenticidade e a representatividade dela, bem como suas redes sociais, que foram gerenciadas de maneira irretocável em paralelo.

A parceria da Singu com a Deborah Secco

impacto dos influenciadores

Outro exemplo de movimento que levou um influenciador a uma outra proporção de envolvimento foi o da Singu, marketplace de serviços de beleza do meu amigo e irmão, Tallis Gomes, fechando parceria com a Deborah Secco, que entrou como diretora criativa, sócia e investidora da plataforma.

Quando o Tallis entendeu que o público da Singu tinha uma faixa de 30 a 40 anos e ele precisava da confiança dessas pessoas para permitir que as prestadoras de serviço, como manicures e cabeleireiras, entrassem em suas casas, ele estudou a possibilidade de associar uma influenciadora à marca.

Após muito estudo, surgiu o nome da Deborah Secco, que já tinha uma pegada de negócios, além de todo o trabalho que tem como atriz. Isso acabou se tornando uma parceria maior, na qual ela assumiu o papel de investidora e também uma função executiva na startup.

Conheça o Mundo do CX

O Case ZZ Mall, o Marketplace da Arezzo & Co.

impacto dos influenciadores

Marina Ruy Barbosa sempre gostou de moda. No ano passado, ela empreendeu no segmento, criando a sua marca própria, a Shop Ginger, uma colaboração com a Schutz, uma das marcas da Arezzo & Co. A parceria deu certo, se aprofundou e ela acabou assumindo uma posição estratégica no ZZ MALL, o marketplace da Arezzo & Co.

A Marina passou a ser responsável por toda a estratégia de moda do ZZ Mall, cuidando da curadoria e direção criativa dos conteúdos das plataformas digitais e do direcionamento geral de branding e fortalecimento e construção de marca.

A influenciadora, inclusive, é a responsável pela escolha de outros influenciadores que serão selecionados para as campanhas da plataforma.

Alguns pontos importantes e práticos sobre
marketing de influência

Diferente do que muitos pensam, um influenciador não é um canal de distribuição que serve como forma rápida e barata de atingir a um público com ações do tipo: “esse é o meu produto, pose nas suas redes sociais e me marque”.
Normalmente nesse formato não dá certo; a associação deve ser mais profunda.

Você precisa ter influencers que conversem com os valores da marca. Ao realizar uma ação em parceria, há uma transferência de reputação. Enquanto marca, você transfere reputação para o influenciador e, enquanto influenciador, ele transfere reputação para a marca. É um jogo que, se bem modelado, tende a gerar ganhos para todo mundo.

Portanto, não basta fazer uma publicação pontual nos stories de alguém com essa pessoa promovendo o seu produto. Fica nítido para o seguidor que não é um relacionamento natural.

É importante construir relações longevas e com um grau de profundidade que evidencie o elo de confiança entre marca e creator.

Por fim, trabalhar com influenciadores pode parecer uma ação que exige muito budget. Porém, muitas vezes, fazer ações com microinfluenciadores gera retornos muito maiores do que com celebridades, pois, apesar deles terem uma audiência menor, eles tendem a ter um engajamento da base muito maior.

Veja pelo próprio G4 Educação, aqui nós mesmos resolvemos botar a cara. Eu e todos os sócios somos ativos nas redes sociais pelo fato de termos identificado isso lá atrás.

Logo, olhe com carinho para o seu plano de marketing e veja se no teu caso trabalhar com outros rostos é uma boa estratégia. Lembre-se que na hora de comunicar, gente sempre irá preferir se relacionar com gente.

*Por Alfredo Soares, cofundador e mentor no G4 Educação.

Assine a nossa newsletter e fique atualizado sobre as principais notícias da experiência do cliente


+ Artigos

A tecnologia como meio para oferecer experiência ao consumidor

Social Selling: fortaleça as vendas online através do vendedor 




Acesse a edição:

MAIS LIDAS

VEJA MAIS

ÚLTIMAS

VEJA MAIS